Antes de Partir
Por Yuri Becaleti dos Santos · CRC 1SP 328026-O/2
Um dos trabalhos mais tristes de serem executados no mundo da contabilidade é o de assessoria em situações de espólio, ou seja, situações de administração, contabilização e tributação de bens deixados por alguém que morreu. Neste processo algumas perguntas burocráticas não podem ser evitadas e me corta o coração ver os olhos dos clientes se enchendo de lágrimas para respondê-las. Como tentativa de evitar essas situações organizei, sem adentrar em temas éticos, poéticos, metafísicos ou sentimentais, esta breve lista para que, se puder, execute antes de partir.
A lista
Fique em dia com o governo: Tire Certidões Negativas de Débitos (CND) em todas as esferas administrativas do governo: Federal, Estadual e Municipal. Nos casos em que houverem débitos a serem quitados priorize os Impostos Diretos como ITR, IPTU, IPVA e IR.
Fique em dia com a justiça: Tire Certidão de Objeto e Pé em todos os tribunais, pelo menos nos que julgar relevantes. Avalie o risco de cada caso e provisione bens para os casos de potencial condenação.
Doe seus bens: Fazer isso ainda em vida pode evitar muito problema. Procure um especialista. Um holding pode ajudar. Inclusive se você ainda não leu meu artigo sobre holding está aqui o link: Artigos.
Faça um testamento: Para os casos em que não for possível determinar o andamento do patrimônio ainda em vida manifeste sua vontade num testamento.
Conte comigo: Talvez a vida seja uma festa da qual, em determinado (e às vezes surpreendente) momento, somos levados para fora por um anfitrião desconhecido. E “sair de que jeito, se nem sabemos o rumo para onde vamos?”. Nesse sentido ter um bom contador pode te ajudar a cuidar do que você deixar na festa.
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